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  • Eduardo Agualuz

Para celebrar o tema da Semana Mundial do Brincar 2019 e os 10 anos da SMB no Brasil, nosso filantropo Eduardo Agualuz escreve um singelo artigo sobre o brincar, o abraço e a diferença na nossa sociedade

Eduardo Agualuz*

REVISTA ESTAÇÕES

Saúdo a “Aliança Pela Infância” por celebrar três dos principais pilares da natureza e que sustentam a nossa própria humanidade: o brincar, o abraço e a diferença. Em tempos os quais a sociedade, em sua plena organicidade, acumula uma triste série de experiências e episódios destituídos de qualquer intencionalidade de verdadeira inclusão e comunhão com o outro - num trágico fomento à segregação, encontrar a felicidade do brincar num abraço nos revigora em corpo, mente e alma.

Lembro-me que durante os anos 90 - última década pré-exposição digital, a brincadeira ainda era uma “expressão de ser no mundo”. Construir, revirar, remexer, correr livre em campo aberto prestes a mergulhar na grama ou deslizar em carrinhos de rolimã no asfalto "esfumaçado", nos orientava tal qual as constelações guiavam os navegantes outrora em mar aberto.

O tempo era marcado por estações, sendo o verão a mais importante delas. Éramos grupos, bandos, matilhas de filhotes emboladas em disputas, jogos ou apenas conversas até a tarde cair, numa somatória de cantos e rodas; e de contar de histórias, olhando ao céu o sol, a lua e as estrelas, ao tempo do desanuviar das nuvens e de um misturar de cores regionalizadas.

Há léguas do saudosismo, felicito a diferença que nos une, enriquece-nos e nos situa no bojo da existência do nosso ser e do nosso existir no mundo. Recontos de um brincar ancestral e sacralizado.

Parafraseio a famosa frase da psicoterapeuta norte-americana, Virginia Satir, e afirmo que “precisamos de 4 abraços por dia para sobreviver, 8 abraços por dia para nos manter e 12 abraços por dia para crescer”.

Felicito nosso encontro e desejo que a Semana Mundial do Brincar siga nos proporcionando abraços e brincadeiras, na certeza da beleza e da celebração das nossas diferenças, espelhadas e esperançadas em uma infância viva para todos nós.

*Eduardo Agualuz é bacharel em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), especialista em Tendências da Comunicação Digital pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), especialista em Investimento Social Privado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior pela Escola Paulista de Negócios (EPN). Educador há 22 anos, é vencedor do Troféu Paulo Freire, o Prêmio da Educação (1999), e filantropo da Fundação Euzébio Leandro.

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Nenhum texto pode ser reproduzido sem autorização da Fundação Euzébio Leandro.

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  • fundacaoeuzebiolea

Redigida pelo nosso CEO e Filantropo, Eduardo de Sena Agualuz, a Fundação Euzébio Leandro apresenta à sociedade carta aberta em defesa da infância e da construção de um estado duradoudo de paz. Leitura e mediação foram realizadas durante o encerramento da programação da instituição na Semana Mundial do Brincar 2015.

Eduardo de Sena Agualuz*

REVISTA ESTAÇÕES

Pelos povos de todas as etnias, crenças e origens desta Terra, por cada ser humano que habita o seio desta morada, oremos hoje para o estabelecimento de um período de paz vindouro, amparados nos frutos que serão colhidos das sementes espalhadas em seu esplendor.

Todo o ser humano deve se comprometer com a infância e o seu futuro, certo de que a presente semeadura é a garantia da longevidade e da bondade esperadas em nossa existência. Devemos cessar imediatamente as cisões, os embates e os conflitos, a fim de reconstruirmos as esperanças apagadas pelo ódio e pela dor. Lutemos sim pelo amor, na vivacidade de nossos ideais e de nossos sonhos, de tal modo a demover-nos do egoísmo e da centralidade dos dons em nós mesmos, compartilhando assim os dons em favor dos nossos semelhantes.

Que cesse toda desavença e em seu lugar estabeleça-se o diálogo imediato, construtor das pontes que ligarão nossos espíritos para com o bem maior. Aprendamos e reaprendamos a compaixão, a fim de que a dor do outro se torne a nossa dor e não meçamos esforços para a dor lhe suplantar. Que a tolerância seja a bússola que guie e o farol que ilumine nossas ações, legíveis no mapa do nosso coração, marcando nossa caminhada de aprendizado e de crescimento.

Se não nos apiedarmos das crianças, inocentes da fragilidade humana, tão pouco olharemos o outro que está a nossa volta, ansioso pelo abraço da caridade. Amemos o mundo de tal forma que o regeneremos e partilhemos o consenso de que edificar é melhor do que destruir, de que contemplar é melhor do que denegrir e de que amar é melhor do que temer e ser temido.

O estado de sítio atualmente vivido por milhões de crianças em todo o mundo, sobretudo no Brasil e em países e comunidades de conhecida vulnerabilidade social, expõem tristemente o resultado da nossa ganância a preterir o outro em favor de nós mesmos.

Esta semana é um período de brincar, justo em sua expressão, pois a recreação é uma das melhores maneiras de “recriação” humana, ao promover a evolução dos seres e de suas sociedades. Temos na liberdade a maior expressão do nosso recriar e se a negarmos ao outro, a negaremos a nós mesmos, enclausurando parte do nosso próprio espírito e do nosso ser.

Mesmo diante do que de pior a humanidade possa produzir, o perdão deve ser cultivado nos nossos corações, para que o mesmo seja o bálsamo das feridas, outrora geradas pela nossa insensatez. Tratadas com o perdão, essas feridas cicatrizarão, tornando-nos capazes, mais uma vez, de acolher a todos de maneira solidária.

Assim, dê água a quem tem sede, de comer a quem tem fome, acolhida aos desamparados e afeto aos desafortunados. Resgatemos o amor que nos une e nos unamos pelo amor presente em cada um de nós, a fim de que construamos um estado duradouro de paz.

Que a sabedoria seja nosso principal instrumento e que a infância nos mova em sonhos, conquistas e coragem, pois só a criança é capaz de espelhar a esperança e o futuro aguardados ansiosamente por todos nós.

*Eduardo de Sena Agualuz é bacharel em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), especialista em Tendências da Comunicação Digital pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), especialista em Investimento Social Privado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior pela Escola Paulista de Negócios (EPN), com extensão pela Universidade de Havana - Cuba. Educador há 20 anos, é vencedor do Troféu Paulo Freire, o Prêmio da Educação (1999), e CEO e filantropo da Fundação Euzébio Leandro.

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  • fundacaoeuzebiolea

Em homenagem a Semana Mundial do Brincar, promovida pela Aliança Pela Infância, nosso CEO e Filantropo, Eduardo de Sena Agualuz convida para uma singela reflexão sobre o valor do brincar para a vida e para o aprendizado das crianças.

Eduardo de Sena Agualuz*

REVISTA ESTAÇÕES

Quando falamos em “brincar” e em “expressões” típicas da criança e da infância, é natural que façamos um paralelo com os benefícios e as implicações que cada atividade desempenhada nesta fase possa ou não proporcionar à base de crescimento e de maturidade ao longo da vida.

Em uma análise científica, a professora e bióloga Vera Rita da Costa, em artigo publicado na revista Ciência Hoje, em outubro de 2013, mostra que para a neurociência, e para a biologia evolutiva, “o brincar teria a função vital e adaptativa de fomentar o pleno desenvolvimento da criança em seus múltiplos e variados aspectos, sobretudo do ponto de vista social e cognitivo, e o faria estimulando a aprendizagem por meio das experiências que propicia”.

Ludicamente, podemos considerar que esse desenvolvimento social e cognitivo se deva, tomando como base as incontáveis possibilidades presentes no campo da “imaginação”, a uma capacidade intrínseca da infância de gerar nos indivíduos habilidades consideradas impossíveis pela lei da física, da química ou de qualquer ciência que se proponha a entender e a explicar a dinâmica do nosso mundo.

Para pensarmos sobre a força destas sensíveis "habilidades" da infância, eis uma pequena reflexão sobre o "mundo da criança" e sobre como nós adultos vemos esse mundo:

Na infância, somos capazes de levantar carros, de voar, de atravessar paredes, de derrotar monstros ou mesmo sobreviver meses no deserto sem tomar uma única gota d’água, numa clara demonstração das incríveis habilidades que possuimos nesta fase da vida. Superpoderes que movem e comovem a criança e a infância em si.

Talvez, nossos superpoderes desapareçam com o tempo, ou diminuam à medida que a infância se distancia de nós. É fato que ficamos mais fracos, deixamos de levantar coisas e até de voar. Mais interessante é como, diante desta nova condição, nos apavoramos ao ver as incríveis habilidades que as crianças têm e nos preocupamos com cada gesto delas, em um temor de que se machuquem, assim como agora nos machucamos.

Em muitos momentos, esquecemos que a infância é dotada desses superpoderes, capazes de atravessar situações que em poucos minutos nos limitariam pelo resto da vida.

Obviamente, também estaremos sempre cautelosos, cuidando para que os nossos heróis possam ter um voou tranquilo, uma batalha justa ou mesmo não se sujem muito para impedirem a destruição do planeta.

Reaprenderemos ainda o quão forte é a capacidade de brincar e de que o aprendizado e a infância têm o amor como sua maior força motriz. Aliás, tenho comigo que o aprendizado, assim como a infância, são íntimos do amor, pois ambos nascem e residem no único lugar onde somos livres das “interjeições”: o coração. Logo, tenho a convicção de que o aprender é uma das mais belas formas de se amar, assim como amar é uma das mais belas formas de se aprender, tendo a infância sempre como o verde quintal no qual ambos, amor e aprendizado, florescem e se renovam.

A Semana Mundial do Brincar nos convida a pensar sobre a importância da brincadeira e do brincar em seus aparelhos adaptativos e de fomentos cognitivos, como frisamos no início do texto a partir da citação da bióloga Vera Rita. Todavia, a semana nos convida ainda mais a resgatar essa capacidade do impossível presente na infância, misturada a generosas doses de coragem, de criatividade e de resiliência.

Apresentemos claramente e de forma embasada à sociedade o valor único do brincar para a construção intrusa de cada indivíduo. Contudo, firmemos ainda mais o valor do brincar em sua universalidade, em sua capacidade de libertação e de autoafirmação da identidade, a fim de que todos nós restauremos nossa condição de infância e passemos a novamente fazer e criar coisas extraordinárias.

Deixemos a fragilidade de lado, recuperemos nossos melhores poderes e voltemos a voar juntos, crianças e adultos, no lindo céu azul dos sonhos e das possibilidades. Coragem... Nosso único desejo. E brinquemos.

*Eduardo de Sena Agualuz é bacharel em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), especialista em Tendências da Comunicação Digital pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), especialista em Investimento Social Privado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior pela Escola Paulista de Negócios (EPN), com extensão pela Universidade de Havana - Cuba. Educador há 20 anos, é vencedor do Troféu Paulo Freire, o Prêmio da Educação (1999), e CEO e filantropo da Fundação Euzébio Leandro.

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Nenhum texto pode ser reproduzido sem autorização da Fundação Euzébio Leandro.

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